O deputado estadual Antídio Lunelli é autor do projeto de lei 393/2024, que propõe a inclusão de informações sobre a medula óssea dos recém-nascidos no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A coleta dos dados será feita junto com o Teste do Pezinho em hospitais e maternidades da rede pública e privada de Santa Catarina.
A proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Alesc, besta quarta-feira, e agora segue em tramitação até ser votada em plenário.
Para Lunelli, a iniciativa tem um propósito claro: ampliar as chances de encontrar doadores compatíveis e salvar vidas. O projeto foi inspirado na história de Isabel Regina Grimes, de 33 anos, moradora de Jaraguá do Sul, diagnosticada em 2023 com aplasia medular — doença que tem no transplante de medula óssea a esperança de cura.
“Eu ainda busco um doador, mas decidi transformar minha experiência em um apelo para melhorar o cadastro de medula óssea. Quem passa por isso sabe a angústia da espera. Doar é um gesto simples, mas para quem recebe, significa renascer, ter uma nova vida. Com um cadastro ampliado, mais pessoas terão essa chance”, afirma Isabel.
A principal dificuldade de quem espera um transplante de medula óssea está em encontrar um doador compatível, já que a chance de compatibilidade entre pessoas que não são da mesma família é de, em média, 1 em 100 mil.
O cadastro no nascimento pode ser um divisor de águas nesse cenário. Com a inclusão precoce de informações no Redome, amplia-se a base de dados e, consequentemente, as possibilidades de compatibilidade. Além disso, a estratégia reduz o tempo de espera para o transplante, fator decisivo para a recuperação dos pacientes.
Se aprovado, o projeto tornará Santa Catarina pioneira nessa estratégia, tornando mais eficiente a busca por doadores e aumentando as chances de quem precisa de um transplante.